Um olhar sobre a comunicação de crise

Um olhar sobre a comunicação de crise

No final do primeiro dia das XXI Jornadas da Comunicação, o tema em debate foi “Comunicação de crise – Estratégias de comunicação online”, moderado pela aluna do 3º ano Margarida Lobato e que contou com a presença de Uriel Oliveira, vice-presidente da empresa Cision e de Fábio Duarte, aluno do 3º ano do curso de Jornalismo e Comunicação, perfil de comunicação.

“Pouco importa o tamanho da máquina se a fotografia nada informa”

Duas dezenas de alunos e professores da ESECS receberam novas ferramentas de trabalho nas áreas do jornalismo e da fotografia. A ação realizou-se, ontem, no âmbito de um Workshop de Fotojornalismo integrado no programa das XXI Jornadas da Comunicação. A formação foi ministrada pelo antigo aluno da escola e fotojornalista do do Correio da Manhã, Vítor Mota e também serviu para promover a discussão em tordo do fotojornalismo em Portugal. “O fotojornalismo informa, não ilustra; complementa o texto da notícia, dá uma imagem gráfica.” Foi com esta ideia chave que o convidado deu o mote para a sessão sobre fotojornalismo. Vítor Mota defende que as fotografias de um fotojornalista não são fotos para emoldurar, mas para informar. Importa então perceber onde está a notícia na fotografia, que às vezes informa mais que o próprio corpo da notícia. “Há muita informação, mas há poucas fotos”, diz o fotojornalista quando abordado sobre o plágio existente em blogs e algumas redes sociais que fazem a cópia integral de notícias de sites noticiosos oficiais para as suas páginas pessoais, tanto da parte escrita como das respetivas fotografias informativas. Isto é uma violação dos direitos de autor, cujas indemnizações estão estimadas entre os 30 e os 150 mil euros por publicação. O trabalho de um fotojornalista, como o de um jornalista, está sempre condicionado por muitas variantes: quais os motivos e as condições em que foi tirada a fotografia? A pessoa fotografada autorizou? É de bom senso publicá-la? “A linha editorial tem um enorme peso na escolha das fotografias que são publicadas ou não, e o CM tem uma abordagem mais informal, direta e seca, mas que ao mesmo tempo tenta dar um lado humano à história”, explica Vítor Mota. E acrescenta: “somos responsáveis pelo que publicamos, mas, hierarquicamente, estamos sob a responsabilidade de alguém superior que é o editor.” Um repórter de imagem é diferente de um repórter fotográfico na medida em que este último tem a vantagem de se poder movimentar. “Muitas vezes somos nós o filtro que protege as pessoas, com uma fotografia de costas ou uma imagem desfocada” esclarece. Foi um workshop que contou com muita adesão, sobretudo dos alunos da comissão organizadora das Jornadas da Comunicação. Vítor Mota terminou com um conselho para todos os futuros jornalistas: “No jornalismo não há boas notícias; o jornalista é o tipo que corre para de onde toda a gente foge. Experimentem o máximo que puderem, sempre que puderem. Aprende-se muito com as pequenas histórias; ir para o terreno, falar com as pessoas. A melhor arma do jornalista é a capacidade de observação.”

Duas dezenas de alunos e professores da ESECS receberam novas ferramentas de trabalho nas áreas do jornalismo e da fotografia. A ação realizou-se, ontem, no âmbito de um Workshop de Fotojornalismo integrado no programa das XXI Jornadas da Comunicação. A formação foi ministrada pelo antigo aluno da escola e fotojornalista do do Correio da Manhã, Vítor Mota e também serviu para promover a discussão em tordo do fotojornalismo em Portugal.

XXI Jornadas da Comunicação – Dia 2

XXI Jornadas da Comunicação - Dia 2

O programa para o segundo dia da 21ª edição das Jornadas da Comunicação foi definido com a realização de mais três debates. Durante a manhã discute-se o ciberjornalismo. Depois de almoço estão previstos mais duas sessões. A primeira sobre a relação entre marcas e blogs. Para terminar, o jornalismo volta a ser debatido em “O futuro do jornalismo de investigação”.

Jornalismo que futuro?

Jornalismo que futuro?

Começou às 14h30, o segundo debate do primeiro dia das XXI Jornadas da Comunicação, com a temática “Jornalismo Digital: Que Futuro?”. Nesta sessão tivemos como convidados Iryna Shev, do Snapchat do jornal Expresso, João Barreiros, da RDP Internacional, e Diogo Queiroz de Andrade, do jornal Público. No auditório amplamente preenchido da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais o debate desenvolveu-se com a ajuda das perguntas do público. A discussão centrou-se em torno da sobrevivência do jornalismo tradicional face ao crescente desenvolvimento das novas plataformas digitais e dos desafios colocados aos jornalistas na sua prática diária. Como referiu Iryna Shev, “Há uma convergência cada vez maior entre o jornal tradicional e o digital”.  João Barreiros reforçou esta ideia ao dizer que os jornalistas têm, cada vez mais, de estar despertos para esta nova realidade. Outra das ideias discutidas durante o debate, prende-se com a credibilidade do conteúdo noticioso divulgado. Embora o digital seja tão confiável como o tradicional, a prática jornalística é posta em causa pela proliferação crescente das “fake news”. Autor: Diogo Santos, Eloísa Dias, Patrícia Lopes, Rui Alves, Ana Machado, Fábio Duarte, Pedro Luís Silva e Bárbara Pires

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